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  • Crédito de ICMS na importação própria: como usar corretamente

    Crédito de ICMS na importação própria: como usar corretamente

    O crédito de ICMS na importação própria é uma das principais oportunidades de preservação de caixa para empresas que importam mercadorias, especialmente em São Paulo. Mesmo assim, muitos contribuintes ainda pagam o imposto em dinheiro no desembaraço, mesmo possuindo crédito acumulado disponível.

    Entender como funciona a compensação, os requisitos legais e o uso da GCOMP é essencial para evitar erros, atrasos e perdas financeiras.

    O que é o crédito de ICMS na importação própria

    Na importação própria, o ICMS é exigido no momento do desembaraço aduaneiro. Sem o pagamento, a mercadoria não é liberada.

    Quando a empresa importa e, posteriormente, realiza operações interestaduais ou com carga tributária menor, é comum que o ICMS pago na importação seja superior ao ICMS devido na saída. Essa diferença gera crédito acumulado de ICMS.

    Esse crédito:

    • não é benefício fiscal;
    • não surge automaticamente;
    • precisa ser controlado, validado e autorizado para uso.

    Quando o crédito acumulado pode ser usado na importação

    A legislação paulista permite que o crédito acumulado seja utilizado para compensar o ICMS devido na importação, desde que alguns requisitos sejam atendidos:

    • o contribuinte seja estabelecido em São Paulo;
    • o desembarque e o desembaraço ocorram em território paulista;
    • o crédito esteja devidamente apurado e reconhecido;
    • o pedido seja feito pelos sistemas oficiais da SEFAZ-SP.

    Quando aprovado, o imposto é considerado quitado sem desembolso financeiro.

    O que é a GCOMP e qual sua função

    A GCOMP (Guia de Compensação com Crédito Acumulado) é o documento que formaliza o pagamento do ICMS da importação com crédito acumulado.

    Ela comprova que:

    • o imposto foi quitado;
    • o crédito foi utilizado de forma regular;
    • a operação foi reconhecida pelo sistema estadual.

    Sem a GCOMP válida, o ICMS não é considerado pago, mesmo que exista crédito disponível.

    Como compensar o ICMS da importação na prática

    O processo ocorre em duas etapas principais:

    1. Pedido no e-CredAc

    No sistema e-CredAc, o contribuinte deve:

    • acessar Pedido > Compensação > Solicitar;
    • informar o estabelecimento detentor do crédito;
    • indicar o estabelecimento responsável pelo recolhimento;
    • informar a DI (Declaração de Importação);
    • indicar o valor da compensação.

    2. Emissão da GCOMP no SIMP

    Após o pedido, o estabelecimento detentor do crédito deve:

    • acessar o SIMP (Sistema de Controle da Importação);
    • gerar a GCOMP-ICMS correspondente;
    • acompanhar a validação pela SEFAZ-SP.

    Somente após essa validação o sistema reconhece a quitação do imposto.

    Principais vantagens do uso do crédito na importação

    Utilizar o crédito acumulado na importação própria gera benefícios relevantes:

    • preservação de caixa no desembaraço;
    • redução do impacto financeiro imediato;
    • uso estratégico de valores já pagos;
    • maior eficiência no planejamento tributário;
    • menor dependência de capital de giro.

    Para empresas com volume recorrente de importações, o impacto no fluxo de caixa é significativo.

    Erros comuns que impedem a compensação

    Alguns fatores costumam travar ou atrasar o uso do crédito:

    • crédito não homologado ou mal documentado;
    • inconsistências entre apuração, SPED e documentos fiscais;
    • erro no vínculo entre crédito e operação de importação;
    • tentativa de compensar valores fora das regras estaduais;
    • falta de estratégia na gestão do crédito acumulado.

    Esses erros podem levar a indeferimentos e retrabalho administrativo.

    Importação própria exige planejamento tributário

    O uso correto do crédito de ICMS na importação própria não é automático. Ele exige:

    • organização fiscal;
    • controle de apurações;
    • domínio dos sistemas estaduais;
    • estratégia de monetização do crédito.

    Empresas que tratam o crédito apenas como “saldo contábil” tendem a perder eficiência e caixa.

    Leia também: Créditos de ICMS na reforma tributária: evite perdas

    Conclusão

    O crédito acumulado de ICMS pode ser um aliado estratégico na importação própria, desde que seja corretamente apurado, formalizado e utilizado.

    Pagar ICMS em dinheiro quando há crédito disponível significa abrir mão de eficiência financeira.

    Quer saber se sua empresa pode usar crédito acumulado na importação?

    A Carvalho & Associados realiza uma avaliação gratuita do potencial de recuperação e uso de créditos de ICMS, com foco em segurança, conformidade e preservação de caixa.

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  • Crédito de ICMS para transportadoras: como aproveitar

    Crédito de ICMS para transportadoras: como aproveitar

    O crédito de ICMS para transportadoras é um dos pontos mais relevantes, e frequentemente mal aproveitados, na gestão tributária do setor. Quando corretamente apurado, reduz o imposto a recolher e influencia diretamente o custo do frete. Quando ignorado ou tratado de forma inadequada, pode gerar perdas financeiras e glosas em fiscalizações.

    Neste artigo, você entende o que gera crédito de ICMS para transportadoras, as diferenças entre crédito normal e crédito presumido, os cuidados com CT-e e subcontratação e quando pode recuperar valores pagos a maior.

    O que é crédito de ICMS e por que ele importa no transporte

    O ICMS segue o princípio da não cumulatividade. Em termos práticos, isso significa que a empresa pode compensar o imposto pago em determinadas aquisições com o ICMS devido na prestação do serviço de transporte.

    Para transportadoras, isso é especialmente relevante porque:

    • o serviço de transporte intermunicipal e interestadual é tributado pelo ICMS;
    • diversas despesas operacionais também sofrem incidência do imposto;
    • o crédito corretamente apropriado reduz o desembolso mensal.

    Esse direito, porém, não é automático: depende da natureza da despesa, da legislação estadual e da correta escrituração.

    Quais despesas geram crédito de ICMS para transportadoras

    De forma geral, o crédito nasce de despesas diretamente vinculadas à atividade-fim da transportadora. Entre as hipóteses mais comuns:

    Insumos operacionais

    • combustível utilizado na frota (óleo diesel, gasolina, etanol, conforme a UF);
    • lubrificantes, óleos hidráulicos e aditivos;
    • pneus, câmaras e peças aplicadas diretamente nos veículos;
    • itens de manutenção essenciais à execução do transporte.

    Outros casos relevantes

    • ativo imobilizado (veículos, implementos e equipamentos), com crédito normalmente apropriado de forma parcelada;
    • subcontratação de frete, quando há ICMS envolvido na cadeia;
    • ajustes, estornos e devoluções que impactam a apuração mensal do ICMS.

    Atenção: nem toda nota com ICMS destacado gera crédito. O vínculo com a operação de transporte precisa estar claro, documentado e corretamente escriturado.

    Crédito normal x crédito presumido: qual a diferença

    As transportadoras podem, conforme a legislação estadual aplicável, optar entre regimes distintos:

    Crédito normal

    • baseado no ICMS efetivamente pago nas aquisições;
    • exige controle detalhado de notas, CFOP, CST e escrituração;
    • tende a ser mais adequado para operações com maior complexidade.

    Crédito presumido

    • utiliza um percentual fixo sobre o ICMS devido;
    • substitui o aproveitamento dos créditos reais;
    • pode simplificar a apuração, mas nem sempre reduz a carga tributária.

    A escolha deve ser feita com análise técnica. Uma opção inadequada pode aumentar o imposto em vez de reduzir.

    O papel do CT-e no aproveitamento do crédito

    O Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e) é peça central na apuração do ICMS. Em termos práticos:

    • sem CT-e corretamente emitido, não há ICMS devido na prestação;
    • sem ICMS devido, não há base de compensação com créditos;
    • erros de CST, enquadramento da operação ou identificação do tomador podem comprometer o aproveitamento.

    Para aprofundar situações específicas, sugerimos também este conteúdo: Programa ProAtivo e recuperação de crédito de ICMS em São Paulo.

    Subcontratação de frete e impactos no crédito de ICMS

    Na subcontratação:

    • o transportador originalmente contratado deve recolher o ICMS;
    • o contratante deve acobertar a prestação com o CT-e, indicando a subcontratação;
    • a subcontratada, em regra, fica dispensada de emitir CT-e tributável.

    Quando a empresa não segue essa regra, ela pode pagar ICMS em duplicidade e gerar créditos acumulados que podem ser revisados e recuperados.

    Em quais situações o crédito pode ser glosado

    A glosa ocorre quando o Fisco desconsidera o crédito apropriado. Entre as causas mais comuns:

    • CFOP ou CST incompatíveis com a operação;
    • nota emitida para CNPJ incorreto;
    • CT-e com parametrização tributária inadequada;
    • crédito tomado em hipótese vedada pela legislação estadual;
    • falta de lastro entre consumo, frota e operação;
    • divergência entre documentos fiscais e SPED.

    É possível recuperar créditos de ICMS pagos nos últimos anos?

    Em muitos casos, sim. Normalmente, a revisão considera os últimos cinco anos, avaliando:

    • CT-e emitidos;
    • notas de aquisição de insumos e itens aplicados na frota;
    • escrituração fiscal (SPED) e apuração mensal;
    • regras estaduais aplicáveis ao tipo de operação.

    A recuperação só é viável quando há documento, enquadramento correto e base legal. Nem todo valor identificado se transforma em crédito, mas quando os requisitos estão presentes, a recuperação é legítima e segura.

    Atenção ao Simples Nacional

    Transportadoras optantes pelo Simples Nacional, via de regra, não podem aproveitar créditos de ICMS. Existem exceções pontuais, que dependem do tipo de operação e da legislação estadual, e devem ser analisadas caso a caso.

    Conclusão: crédito de ICMS exige método e governança

    O crédito de ICMS para transportadoras é um direito que exige método, documentação e aderência à legislação estadual. Com a evolução da fiscalização eletrônica, revisar a apuração e estruturar corretamente os créditos deixou de ser opcional, é uma medida de gestão tributária e financeira.

    Quer saber se sua transportadora está aproveitando corretamente o crédito de ICMS ou se há valores pagos a maior?
    Carvalho & Associados realiza uma avaliação gratuita do potencial de recuperação de créditos de ICMS, com foco em segurança jurídica e eficiência tributária.

    Fale com a Carvalho & Associados e solicite uma avaliação

    Para consulta de convênios e normas relacionadas ao ICMS, acesse o portal do CONFAZ: https://www.confaz.fazenda.gov.br/legislacao/convenios.

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  • Programa ProAtivo e recuperação de crédito de ICMS em São Paulo

    Programa ProAtivo e recuperação de crédito de ICMS em São Paulo

    O Programa ProAtivo (Programa de Ampliação de Liquidez de Créditos a Contribuintes com Histórico de Aquisições de Bens Destinados ao Ativo Imobilizado) é um programa específico do Estado de São Paulo para viabilizar a transferência de crédito acumulado de ICMS entre empresas não interdependentes.

    Na prática, ele cria um caminho para que empresas com saldo credor transformem crédito acumulado em liquidez e para que empresas com imposto a pagar possam adquirir créditos e melhorar sua eficiência financeira, observadas as regras do RICMS/2000, do e-CredAc e os critérios definidos em cada autorização do programa.

    O que é o ProAtivo e por que ele é relevante

    Muitas empresas acumulam crédito de ICMS por características do próprio negócio, como:

    • operações com margens menores e alto volume de entradas tributadas;
    • diferenças de alíquotas e regimes aplicáveis;
    • compras relevantes de bens destinados ao ativo imobilizado;
    • modelos operacionais que geram saldo credor recorrente.

    Quando esse saldo não é utilizado, o crédito fica “parado”, reduzindo previsibilidade de caixa e, muitas vezes, comprometendo indicadores financeiros. O ProAtivo surge como uma alternativa para ampliar a liquidez desses créditos, permitindo sua transferência a terceiros em condições regulamentadas pelo Estado.

    ProAtivo x “venda de crédito”: o que realmente acontece

    Embora o mercado use o termo “venda de crédito”, a operação ocorre como uma transferência autorizada de crédito acumulado no âmbito do ProAtivo, com etapas formais e controles fiscais.

    Ou seja: não é uma negociação livre sem regras. Para que a transferência aconteça, é necessário cumprir requisitos legais e operar dentro dos sistemas oficiais da SEFAZ, especialmente o e-CredAc (Sistema de Controle de Crédito Acumulado).

    Quais empresas podem se beneficiar do ProAtivo

    Em linhas gerais, o ProAtivo é relevante para empresas que:

    • possuem crédito acumulado apropriado e disponível no e-CredAc;
    • mantêm regularidade cadastral e fiscal no Estado de São Paulo;
    • têm histórico de aquisições relacionadas a bens do ativo imobilizado;
    • buscam monetização (empresas credoras) ou redução do custo do imposto (empresas adquirentes).

    Como as autorizações seguem critérios e limites definidos pela SEFAZ, a preparação técnica e documental costuma ser o diferencial entre apenas “ter crédito” e conseguir usar o crédito com estratégia.

    Como o ProAtivo se conecta à recuperação de crédito de ICMS

    O ProAtivo não substitui um trabalho de recuperação de crédito de ICMS. Na prática, ele costuma ser a etapa seguinte de um processo bem conduzido:

    • 1) Identificação de oportunidades de crédito e revisão das apurações;
    • 2) Validação documental e consistência entre EFD, GIA e demais registros;
    • 3) Apropriação do crédito e posicionamento correto no e-CredAc;
    • 4) Planejamento de utilização: compensação, transferência, fornecedores, etc.;
    • 5) Transferência via ProAtivo quando a estratégia for monetizar.

    Em outras palavras: o ProAtivo é uma via de liquidez, mas a base é a recuperação e a governança do crédito acumulado.

    Cuidados essenciais: o que costuma travar a utilização do crédito

    Mesmo quando existe saldo credor, alguns pontos frequentemente geram indeferimentos, atrasos ou perda de previsibilidade:

    • omissões ou inconsistências em GIA e EFD;
    • débitos impeditivos ou pendências cadastrais;
    • crédito sem lastro documental robusto;
    • escrituração fiscal com divergências em CFOP, CST e bases de cálculo;
    • planejamento tardio (deixar para aderir próximo do prazo).

    Por isso, o cenário atual exige uma abordagem mais técnica: governança, rastreabilidade e conformidade passaram a ser determinantes.

    Como a Carvalho & Associados pode ajudar

    A Carvalho & Associados atua de forma especializada em recuperação e utilização de créditos de ICMS, apoiando empresas desde a análise do potencial até a estratégia de liquidez via ProAtivo, incluindo:

    • diagnóstico do potencial de crédito acumulado e das oportunidades de recuperação;
    • organização de documentação e validações fiscais (EFD/GIA);
    • suporte na apropriação e governança no e-CredAc;
    • planejamento de utilização (monetização, transferência e alternativas);
    • assessoria para transferência no âmbito do ProAtivo, quando aplicável.

    Quer saber se sua empresa tem crédito acumulado de ICMS e se o ProAtivo pode ser uma estratégia de liquidez?
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  • Reforma Tributária do Consumo entra em fase de implementação

    Reforma Tributária do Consumo entra em fase de implementação

    A Reforma Tributária do Consumo deu um passo decisivo com o lançamento oficial do programa que marca o início da sua implementação prática. A iniciativa envolve o Ministério da Fazenda, a Receita Federal e o Serpro, e inaugura uma nova arquitetura tecnológica que dará sustentação à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) no contexto da reforma aprovada pelo Congresso Nacional.

    O que é a Reforma Tributária do Consumo

    A Reforma Tributária do Consumo integra a reorganização do sistema tributário brasileiro voltada à simplificação da tributação sobre o consumo e ao aumento de transparência. Na prática, ela busca reduzir complexidade operacional, diminuir litígios e oferecer maior previsibilidade para empresas e para o Estado.

    Entre os objetivos mais associados a essa mudança, destacam-se:

    • simplificação e padronização de rotinas fiscais;
    • redução de disputas e custos com contencioso tributário;
    • maior transparência na formação de preços e no destaque de tributos;
    • modernização tecnológica da administração tributária.

    Início da implementação da Reforma Tributária

    O lançamento do programa marca o começo da fase operacional da reforma, com foco na infraestrutura digital tributária. A proposta é unificar e modernizar processos, permitindo que empresas e o Fisco operem com mais integração, segurança e rastreabilidade.

    Essa nova infraestrutura tem como premissas:

    • capacidade de processar grandes volumes de operações em escala nacional;
    • padronização de processos e validações;
    • redução de custos de sistemas e de conformidade (compliance) para empresas;
    • maior previsibilidade e redução de litígios ao longo do tempo.

    Adaptação das empresas: período educativo e fase de testes

    A transição para os novos tributos sobre o consumo começa com um período educativo, sem aplicação de penalidades, para que as empresas consigam adaptar sistemas e processos às novas exigências.

    2026 como ano de testes

    O ano de 2026 é considerado um período de testes da Reforma Tributária. Nessa fase:

    • as empresas poderão testar os novos sistemas após a publicação do regulamento;
    • não haverá autuações no início do processo;
    • notas emitidas sem os novos campos não deverão ser rejeitadas no primeiro momento.

    Alíquotas-teste de CBS e IBS

    Após o período inicial de adaptação, empresas de maior porte passarão a informar nas notas fiscais os valores correspondentes às alíquotas-teste, com caráter meramente informativo:

    • CBS: 0,9% (informativa);
    • IBS: 0,1% (informativa).

    O destaque em nota é suficiente para o objetivo dessa fase, sem recolhimento. A proposta é testar sistemas, validar processos e subsidiar o cálculo das alíquotas definitivas, buscando manter a carga tributária agregada.

    Para o consumidor, o destaque informativo não tem objetivo de alterar preços neste momento. Empresas do Simples Nacional e microempreendedores individuais (MEI) não precisam cumprir essa obrigação no primeiro estágio.

    Portal da Reforma Tributária

    Um marco relevante da Reforma Tributária do Consumo é o Portal da Reforma Tributária, desenvolvido em parceria entre Serpro e Receita Federal, com acesso via GOV.BR. A plataforma concentra funcionalidades voltadas à apuração e ao acompanhamento de tributos, como:

    • calculadora de tributos;
    • apuração assistida;
    • declaração pré-preenchida;
    • monitoramento em tempo real de valores a pagar e créditos a receber.

    A expectativa é que a plataforma opere em escala nacional e com alta capacidade de processamento, servindo como base para o novo modelo de tributação do consumo.

    Impactos esperados para o ambiente de negócios

    A implementação da reforma tende a impactar rotinas fiscais, sistemas e governança tributária nas empresas. Entre os efeitos esperados estão:

    • redução de custos operacionais com manutenção de múltiplos sistemas;
    • melhoria na rastreabilidade e padronização de informações fiscais;
    • redução de litígios em função de processos mais integrados e transparentes;
    • maior previsibilidade para planejamento tributário e financeiro.

    A importância do acompanhamento técnico

    A transição para a Reforma Tributária do Consumo exige acompanhamento contínuo das áreas contábil, fiscal e tecnológica. Para reduzir riscos na adaptação, é recomendável:

    • monitorar a regulamentação e os prazos de implementação;
    • mapear impactos em emissão de documentos fiscais e escrituração;
    • planejar ajustes de sistemas e integrações necessárias;
    • organizar governança e trilhas de conformidade durante a fase de testes.

    Conclusão

    A Reforma Tributária do Consumo entra em uma nova etapa com o início da sua implementação prática. Mais do que uma mudança de tributos, o projeto representa uma transformação digital do sistema fiscal brasileiro, com impactos diretos na forma como empresas apuram, declaram e acompanham seus tributos.

    Leia também: Créditos de ICMS na reforma tributária: evite perdas

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  • ICMS na importação sem similar nacional: como reduzir custos

    ICMS na importação sem similar nacional: como reduzir custos

    ICMS na importação sem similar nacional é um tema estratégico para empresas que importam mercadorias. Um enquadramento incorreto pode elevar custos, afetar o preço final e gerar autuações. Por outro lado, quando bem aplicado, o diferimento do ICMS na importação pode melhorar o fluxo de caixa e abrir oportunidades de compensação com créditos acumulados.

    ICMS na importação: por que o impacto é tão relevante

    Nas importações, o ICMS é recolhido de forma antecipada no momento do desembaraço aduaneiro. A base de cálculo costuma ser ampla e inclui diversos custos e despesas incorridos até a entrada da mercadoria no país, como:

    • valor da mercadoria;
    • fretes nacional e internacional e seguro;
    • taxas e despesas aduaneiras/portuárias;
    • Imposto de Importação;
    • PIS e Cofins da importação;
    • e o próprio ICMS (por dentro).

    Por isso, o ICMS tende a ser um dos maiores componentes financeiros da importação, e seu correto enquadramento é decisivo para a viabilidade da operação.

    Diferimento do ICMS para bens sem similar nacional

    Quando a empresa importa mercadoria classificada como sem similar nacional, a legislação do Estado de São Paulo pode autorizar o diferimento do ICMS. Na prática, a empresa deixa de recolher o imposto antecipadamente na importação e passa a apurá-lo apenas no momento da saída ou comercialização da mercadoria.

    Esse tratamento pode gerar efeitos importantes:

    • melhor gestão de fluxo de caixa;
    • impacto positivo na formação de preço;
    • maior competitividade da empresa;
    • possibilidade de compensação com saldo credor de ICMS, conforme o caso.

    Regime especial: condição para postergar o pagamento

    Em São Paulo, o diferimento não costuma ser automático. Em regra, exige a obtenção de regime especial previamente concedido pela Secretaria da Fazenda, observando requisitos e formalidades previstos em normas estaduais, como a Portaria CAT 24/2020, combinada com a Portaria CAT 18/2021.

    Entre os pontos que normalmente precisam ser observados, destacam-se:

    • desembarque e desembaraço em território paulista;
    • cumprimento das exigências formais do regime especial;
    • comprovação de saldo credor de ICMS, quando aplicável ao enquadramento.

    Como comprovar que o bem é “sem similar nacional”

    A caracterização de inexistência de similar nacional exige comprovação. Essa prova pode ocorrer, conforme o caso, por:

    • resolução/lista publicada pela CAMEX (ex.: listas oficiais do governo);
    • atestado emitido por órgão federal competente;
    • ou entidade representativa do setor produtivo com abrangência nacional.

    Sem documentação adequada, há risco de o benefício ser desconsiderado em fiscalização.

    Saídas isentas, não tributadas ou com redução de base

    Se a saída subsequente da mercadoria for isenta ou não tributada e a legislação vedar manutenção do crédito, ou se houver redução de base de cálculo com exigência de estorno proporcional, o contribuinte deve observar as regras do regime e realizar os lançamentos fiscais correspondentes, inclusive do imposto diferido, conforme a operação.

    Vendas interestaduais: atenção à alíquota de 4%

    Um ponto que costuma gerar erros é a aplicação da alíquota interestadual de 4% para mercadorias importadas. Para bens classificados como sem similar nacional (conforme listas oficiais publicadas), esse enquadramento pode não se aplicar.

    Nesses casos, as operações interestaduais tendem a seguir as alíquotas regulares de 7% ou 12%, conforme o estado de destino e as regras vigentes no RICMS/SP.

    Dica prática: o enquadramento da alíquota na saída deve ser conferido com cuidado, pois divergências de classificação são uma das causas mais frequentes de autuação.

    Fluxo de caixa e créditos: onde está a oportunidade

    Quando o diferimento é aplicado corretamente, o ICMS que seria pago no desembaraço pode ser postergado para a saída. Dependendo do cenário, a empresa pode:

    • reduzir desembolso imediato;
    • planejar melhor a operação financeira;
    • compensar o imposto devido na saída com saldo credor de ICMS, quando permitido.

    Esse ponto é especialmente relevante para empresas que já acumulam créditos em operações anteriores e precisam estruturar a melhor estratégia de utilização/compensação.

    Riscos e autuação: o custo do erro pode ser alto

    Ignorar requisitos do regime especial, falhar na comprovação de inexistência de similar nacional ou aplicar alíquota de saída inadequada pode resultar em:

    • auto de infração;
    • cobrança retroativa do imposto (em geral, alcançando os últimos cinco anos);
    • multa de mora, multa punitiva e juros.

    Em muitos casos, o passivo final supera com folga o imposto originalmente devido, afetando diretamente a saúde financeira do negócio.

    Leia também: Compensação de créditos de ICMS na reforma tributária

    Conclusão

    O correto enquadramento do ICMS na importação sem similar nacional pode reduzir custos, preservar caixa e evitar riscos fiscais. Com regras específicas, necessidade de comprovação e exigência de regime especial, a revisão tributária preventiva é a melhor forma de operar com segurança.

    Sua empresa importa mercadorias e pode ter créditos acumulados de ICMS?
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  • Emissão de notas fiscais com IBS e CBS avança na fase de testes

    Emissão de notas fiscais com IBS e CBS avança na fase de testes

    A emissão de notas fiscais com IBS e CBS já é uma realidade no início da fase de testes do novo sistema tributário. Embora o volume de documentos adaptados ainda seja pequeno frente ao total de notas emitidas, os dados iniciais indicam que o processo de transição está em andamento e exige atenção das empresas quanto à adequação de sistemas, cadastros e rotinas fiscais ao longo de 2026.

    O que muda na emissão de notas fiscais com IBS e CBS

    Com o início da fase de testes, as empresas devem passar a destacar, de forma informativa, os novos tributos sobre o consumo:

    • CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços)
    • IBS (Imposto sobre Bens e Serviços)

    Nesse período, os tributos não são recolhidos, mas os valores informados servirão de base para a definição da alíquota-padrão que entrará em vigor a partir de 2027.

    Números iniciais da fase de testes

    Nos primeiros dias do ano, a Receita Federal registrou cerca de 1,7 milhão de notas fiscais emitidas com CBS e IBS destacados. O número é reduzido quando comparado ao total de aproximadamente 94,7 milhões de notas fiscais emitidas no mesmo período.

    Segundo a administração tributária, esse cenário já era esperado, principalmente em razão:

    • do atraso na aprovação da regulamentação da reforma tributária;
    • da fase de testes ainda ser facultativa em alguns casos;
    • da necessidade de adaptação gradual dos sistemas das empresas e dos entes federativos.

    Emissão da NFS-e e desafios dos municípios

    Adesão ao modelo nacional da NFS-e

    Entre os principais pontos de atenção está a Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e). Embora a maioria dos municípios já tenha aderido ao ambiente nacional de dados, parte deles ainda enfrenta dificuldades para:

    • adequar seus leiautes próprios;
    • configurar corretamente o emissor nacional da NFS-e;
    • integrar sistemas locais ao novo modelo.

    Dados oficiais indicam que pouco mais de uma centena de municípios ainda não havia aderido plenamente à emissão da NFS-e no início do ano.

    Destaque facultativo no início

    No caso específico da NFS-e, o destaque do IBS e da CBS será inicialmente facultativo, permitindo:

    • adaptação progressiva dos sistemas;
    • treinamento das equipes envolvidas;
    • geração de bases de dados mais consistentes.

    Obrigações acessórias e ausência de penalidades

    Durante a fase de testes, ficou definido que:

    • não haverá punições para contribuintes que ainda não emitirem notas com IBS e CBS destacados;
    • as sanções só poderão ser aplicadas após o prazo legal contado da publicação dos regulamentos;
    • a multa futura por descumprimento de obrigação acessória poderá chegar a 1% do valor da operação.

    Esse período de transição busca evitar penalidades prematuras e permitir ajustes técnicos e operacionais.

    Por que a emissão de notas fiscais com IBS e CBS é estratégica

    Apesar de não haver recolhimento imediato, a correta emissão de notas fiscais com IBS e CBS é fundamental para:

    • testar sistemas e ERPs;
    • identificar falhas de parametrização;
    • revisar cadastros fiscais e códigos (NCM, NBS, cClasTrib);
    • simular impactos financeiros e operacionais;
    • preparar a empresa para 2027, quando a cobrança terá início.

    Empresas que não utilizarem 2026 para realizar esses testes correm o risco de enfrentar dificuldades operacionais e perda de previsibilidade tributária no futuro.

    Importância do acompanhamento contábil especializado

    A adaptação ao novo sistema tributário vai além da emissão de documentos fiscais. Ela envolve análise de processos, contratos, cadeia de fornecedores e controle de informações que impactarão diretamente o aproveitamento de créditos e o fluxo de caixa das empresas.

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    Conclusão

    A emissão de notas fiscais com IBS e CBS marca o início prático da transição para o novo sistema tributário. Mesmo em fase de testes, esse processo exige atenção, planejamento e ajustes técnicos por parte das empresas. Utilizar 2026 como ano de preparação será decisivo para reduzir riscos e garantir conformidade quando a cobrança efetiva começar.

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