Ilustração em preto e branco com leão institucional ao lado direito e notas fiscais em movimento ao redor, com detalhes em azul esverdeado, simbolizando a emissão de notas fiscais com IBS e CBS.

Emissão de notas fiscais com IBS e CBS avança na fase de testes

A emissão de notas fiscais com IBS e CBS já é uma realidade no início da fase de testes do novo sistema tributário. Embora o volume de documentos adaptados ainda seja pequeno frente ao total de notas emitidas, os dados iniciais indicam que o processo de transição está em andamento e exige atenção das empresas quanto à adequação de sistemas, cadastros e rotinas fiscais ao longo de 2026.

O que muda na emissão de notas fiscais com IBS e CBS

Com o início da fase de testes, as empresas devem passar a destacar, de forma informativa, os novos tributos sobre o consumo:

  • CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços)
  • IBS (Imposto sobre Bens e Serviços)

Nesse período, os tributos não são recolhidos, mas os valores informados servirão de base para a definição da alíquota-padrão que entrará em vigor a partir de 2027.

Números iniciais da fase de testes

Nos primeiros dias do ano, a Receita Federal registrou cerca de 1,7 milhão de notas fiscais emitidas com CBS e IBS destacados. O número é reduzido quando comparado ao total de aproximadamente 94,7 milhões de notas fiscais emitidas no mesmo período.

Segundo a administração tributária, esse cenário já era esperado, principalmente em razão:

  • do atraso na aprovação da regulamentação da reforma tributária;
  • da fase de testes ainda ser facultativa em alguns casos;
  • da necessidade de adaptação gradual dos sistemas das empresas e dos entes federativos.

Emissão da NFS-e e desafios dos municípios

Adesão ao modelo nacional da NFS-e

Entre os principais pontos de atenção está a Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e). Embora a maioria dos municípios já tenha aderido ao ambiente nacional de dados, parte deles ainda enfrenta dificuldades para:

  • adequar seus leiautes próprios;
  • configurar corretamente o emissor nacional da NFS-e;
  • integrar sistemas locais ao novo modelo.

Dados oficiais indicam que pouco mais de uma centena de municípios ainda não havia aderido plenamente à emissão da NFS-e no início do ano.

Destaque facultativo no início

No caso específico da NFS-e, o destaque do IBS e da CBS será inicialmente facultativo, permitindo:

  • adaptação progressiva dos sistemas;
  • treinamento das equipes envolvidas;
  • geração de bases de dados mais consistentes.

Obrigações acessórias e ausência de penalidades

Durante a fase de testes, ficou definido que:

  • não haverá punições para contribuintes que ainda não emitirem notas com IBS e CBS destacados;
  • as sanções só poderão ser aplicadas após o prazo legal contado da publicação dos regulamentos;
  • a multa futura por descumprimento de obrigação acessória poderá chegar a 1% do valor da operação.

Esse período de transição busca evitar penalidades prematuras e permitir ajustes técnicos e operacionais.

Por que a emissão de notas fiscais com IBS e CBS é estratégica

Apesar de não haver recolhimento imediato, a correta emissão de notas fiscais com IBS e CBS é fundamental para:

  • testar sistemas e ERPs;
  • identificar falhas de parametrização;
  • revisar cadastros fiscais e códigos (NCM, NBS, cClasTrib);
  • simular impactos financeiros e operacionais;
  • preparar a empresa para 2027, quando a cobrança terá início.

Empresas que não utilizarem 2026 para realizar esses testes correm o risco de enfrentar dificuldades operacionais e perda de previsibilidade tributária no futuro.

Importância do acompanhamento contábil especializado

A adaptação ao novo sistema tributário vai além da emissão de documentos fiscais. Ela envolve análise de processos, contratos, cadeia de fornecedores e controle de informações que impactarão diretamente o aproveitamento de créditos e o fluxo de caixa das empresas.

Leia também: Suspensão de multas do IBS e CBS até abril marca transição da reforma

Conclusão

A emissão de notas fiscais com IBS e CBS marca o início prático da transição para o novo sistema tributário. Mesmo em fase de testes, esse processo exige atenção, planejamento e ajustes técnicos por parte das empresas. Utilizar 2026 como ano de preparação será decisivo para reduzir riscos e garantir conformidade quando a cobrança efetiva começar.

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